O Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da Criança: Nutrição Infantil: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar faz parte do trabalho que o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno e da Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição está atualmente desenvolvendo sobre as novas estratégias de abordagem do aleitamento materno e promoção da alimentação complementar saudável.

O material contempla dois eixos principais:

- Aleitamento Materno: importância do aleitamento materno, características e funções do leite materno, apoio dos serviços de saúde à amamentação, ajuda à dupla mãe/bebê no processo do desmame, dentre outros tópicos;

- Alimentação Complementar para Crianças Menores de Dois Anos: importância, problemas nutricionais mais prevalentes na infância, formação dos hábitos alimentares, alimentação complementar saudável, ações do serviço de saúde que podem fortalecer a alimentação complementar, alimentação para crianças não amamentadas e indicadores para avaliar as práticas alimentares nos dois primeiros anos de vida, dentre outros tópicos.

O CAB é um dos instrumentos que a CGPAN utilizará como material de apoio para a implementação da Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar. Essa Estratégia, elaborada em parceria com a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – IBFAN Brasil, tem como finalidade a formação de profissionais de saúde da atenção básica e da Equipe de Saúde da Família para impulsionar a orientação alimentar como atividade de rotina nos serviços de saúde, contemplando a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, com a introdução da alimentação complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras. No ano de 2009 e 2010 estão previstas 30 oficinas estaduais sobre a temática, em parceria com as Coordenações Estaduais de Alimentação e Nutrição.

Para acessar o Caderno de Atenção Básica nº 23 acesse o módulo Publicações no Portal da Atenção Básica ou clique aqui!

Data da Publicação : 03/07/2009

Fonte: REDENUTRI-Coordenação-Geral da Política de - Alimentação e Nutrição- DAB/SAS/MS


A Equipe de Micronutrientes da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição - CGPAN/MS, elaborou a 2ª Edição do Boletim de Carências Nutricionais.Nesta edição foi abordada a sua prevenção, a população mais afetada, as principais fontes de alimentos e as estratégias de intervenção adotadas pelo Ministério da Saúde. O boletim está disponível para acesso e reprodução no site da CGPAN na seção “Publicações – Micronutrientes” ou acesse por aqui: nutricao.saude.gov.br/publicacoes.php

Fonte: REDENUTRI-Coordenação-Geral da Política de - Alimentação e Nutrição- DAB/SAS/MS


24/06/2009

OBESIDADE INFANTIL E PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS

Author: Giseli Galati


A obesidade infantil no Brasil está a cada dia com maiores índices, o que vem preocupando profissionais da saúde devido às complicações que essa doença pode acarretar na vida da criança e na vida adulta.Doenças como diabetes, hipertensão, dislipidemias, complicações cardiovasculares e doenças articulares são algumas das complicações provocadas pelo excesso de peso na criança. No entanto outros problemas como a discriminação social pode levar ao quadro de depressão e ansiedade, agravando a situação da criança.

Por isso é preciso estar atento aos excessos das crianças com relação à alimentação modificando alguns hábitos como:

·         Estabelecer horários para alimentação, em lugar calmo, com tempo para realizar uma adequada mastigação;

·         Evitar dar dinheiro para que as crianças façam as suas refeições em cantinas,;

·         Oferecer alimentos preparados em casa com alimentos integrais, frutas, vegetais, leites e derivados;

·         Respeitar as preferências das crianças pelos alimentos isso é importante para uma maior aceitação de alimentos saudáveis. Se ele gosta de maçã, então não insista em outro que ele não goste, ofereça, mas não force o consumo.;

·         Evitar ter em casa guloseimas em casa;

·         Evitar levar seu filho ao supermercado espaço atrativo para compra de alimentos nada nutritivos;

·         Observe o comportamento se seu filho com relação à ansiedade, pois isso pode aumentar ainda mais o consumo de alimentos;

Para ler mais sobre ansiedade e problemas comportamentais em crianças obesas acesse o artigo abaixo na íntegra:

LUIZ, Andreia Mara Angelo Gonçalves; GORAYEB, Ricardo; LIBERATORE JUNIOR, Raphael Del Roio  e  DOMINGOS, Neide Aparecida Micelli. Depressão, ansiedade, competência social e problemas comportamentais em crianças obesas. Estud. psicol. (Natal) [online]. 2005, vol.10, n.3, pp. 371-375. ISSN 1413-294X.


Um estudo realizado no município de São Paulo mostra que o aleitamento materno, além de todos os seus benefícios já comprovados para a saúde da criança e, mostra que o aleitamento materno pode prevenir as crianças contra o sobrepeso e a obesidade!

Leia o artigo na íntegra que está publicado na Revista de Sáude Pública  - SIMON, Viviane Gabriela Nascimento; SOUZA, José Maria Pacheco de  e  SOUZA, Sonia Buongermino de. Aleitamento materno, alimentação complementar, sobrepeso e obesidade em pré-escolares. Rev. Saúde Pública [online]. 2009, vol.43, n.1, pp. 60-69. ISSN 0034-8910.

04/06/2009

FONTES DE FERRO NA ALIMENTAÇÃO

Author: Giseli Galati


Segundo estimativas do Ministério da Saúde a deficiência de ferro acarreta um custo adicional para a economia brasileira em tratamentos e perdas de produtividade e de dias de trabalho, além de baixos rendimentos escolares. É feito um investimento anual por habitante para a execução de ações integradas de combate a esta deficiência - promoção da alimentação saudável e orientação do consumidor para a diversificação de dieta a baixo custo, distribuição de suplementos na rede de saúde e fortificação de parte da produção brasileira das farinhas de trigo e milho, visando eliminar esta deficiência.A fortificação de alimentos tem se mostrado uma ação de grande sustentabilidade para o controle da anemia por carência de ferro em todo o mundo e deve ser incentivada.A redução da anemia por carência de ferro no Brasil está entre as diretrizes da Política Nacional de Alimentação.

O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro.

Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

Para saber mais sobre a anemia por deficiência de ferro clique aqui em CGPAN Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição – CGPAN.

Fonte: Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição – CGPAN.