Archive for the 'Profissionais da Saúde' Category
Vitaminas e Minerais são componentes vitais para uma boa saúde e nutrição humana, auxiliando o desenvolvimento físico e intelectual de diferentes maneiras importantes. As vitaminas e minerais são conhecidas também como micronutrientes, e um número delas são particularmente importantes pois no mundo existe um grande número de pessoas com deficiências, sendo elas: vitamina A, iodo, ferro, zinco e folato.
Ao redor do mundo bilhões de pessoas vivem com deficiências dessas vitaminas e minerais. Aproximadamente um terço das crianças dos países em desenvolvimento antes dos cinco anos de idade apresentam deficiências de viatamina –A e portanto com risco reduzido de sobrevivência . A anemia por deficiência de ferro durante a gravidez está associada com 115.000 mortes por ano, responsável por um quinto do total de mortes maternas.
As causas de deficiências de vitaminas e minerais são múltiplas e interconectadas. No nível mais básico o problema está relacionado à dieta. Em todo o mundo , pessoas de baixa renda não consomem quantidades suficientes de alimentos ricos em nutrientes como : carnes, leite, peixe, legumes, frutas e vegetais. O problema é agravado pela falta de cuidados de saúde e saneamento, doenças e falta de educação infantil e puericultura.
Dietas de qualidade e variadas poderiam resolver a maior parte de deficiências de vitaminas e minerais. No entanto a melhoria de dietas dos países pobres é complexa e altamente dependente de aumento de rendimentos, acesso a alimentos, melhores serviços de saúde e nutrição e modificações nas práticas de alimentação infantil. Estratégias bem integradas a nível nacional e a longo prazo que podem ser eficazes são : redução da desnutrição, melhoria dos serviços de saúde, melhoria da educação e produtividade econômica. A curto prazo muitas vidas podem ser salvas através de intervenções custo efetivas como suplementação e fortificação de alimentos.
No Brasil as carências de micronutrientes que mais afetam a população são: deficiência de Vit A, ferro e iodo. Por isso o Ministério da Saúde desenvolveu programas de combates a essas carências através do desenvolvimento de Programas Nacionais de Suplementação e Fortificação de alimentos.
Para saber mais sobre esses programas acesse o site do Ministério da Saúde e leia o Guia da Organização Mundial da Saúde sobre a Suplementação e Fortificação de Alimentos.
NOVAS RECOMENDAÇÕES DA ANVISA PARA INGESTÃO DO EDULCORANTE CICLAMATO
Author: Giseli Galati
A Portaria SVS/MS n. 540, de 27 de outubro de 1997, aprova o Regulamento Técnico sobre aditivos alimentares, estabelecendo suas definições, classes funcionais e critérios de uso. De acordo com o item 2.4 da Portaria 540/1997, o emprego de aditivos em alimentos justifica-se por razões tecnológicas, sanitárias, nutricionais ou sensoriais, desde que suas concentrações totais não superem os valores de IDA estabelecidos pelo Jecfa. O item 3.7 dessa Portaria prevê a utilização de aditivos na função de edulcorantes, ou seja, substâncias diferentes dos açúcares que conferem sabor doce ao alimento.
A Resolução RDC n. 18, de 24 de março de 2008, dispõe sobre o emprego de edulcorantes em alimentos, estabelecendo seus limites máximos expressos em g/100g ou g/100mL do produto pronto para consumo. De acordo com essa legislação, o uso de edulcorantes somente é justificável para alimentos em que houve redução parcial ou total de açúcares. Sendo assim, a RDC 18/2008 aprova a utilização de edulcorantes em alimentos e bebidas para dietas com ingestão controlada de açúcares, para dietas com restrição de açúcares, para controle de peso e com informação nutricional complementar.
A legislação anterior – Resolução RDC n. 3/2001 – aprovava o limite máximo de 1300 mg/kg para ciclamato em alimentos. Resultados da estimativa da Ingestão Diária Máxima Teórica (IDMT) desse aditivo, realizada pela Gerência Geral de Alimentos da Anvisa com dados de aquisição familiar de alimentos disponibilizados pelo IBGE (POF 2003), e de estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio da aplicação de questionário sobre consumo de alimentos a alguns indíviduos, indicaram que há possibilidade de que o valor da IDA seja ultrapassado por pessoas que consomem somente alimentos dietéticos, os quais podem conter o edulcorante. Portanto, com a publicação da RDC 18/2008, que revoga a RDC 03/2001, o limite máximo de ciclamato foi reduzido de 1300 mg/kg para 400 mg/kg, que era o mesmo limite autorizado pela Comunidade Européia (Diretivas 94/35/CE e 2003/115/CE) para várias categorias de alimentos, e menor que os limites definidos na GSFA/ Codex Alimentarius.
Para saber mais sobre a ingestão e uso do ciclamato acesse o Informe Técnico n° 40 de 2009 no site da ANVISA

O Ministério da Saúde lançou a II Pesquisa sobre a Prevalência de Aleitamento Materno nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, com o objetivo verificar a situação atual da amamentação e da alimentação complementar no Brasil, analisar a evolução dos indicadores de aleitamento materno no período de 1999 a 2008, identificar grupos populacionais mais vulneráveis a interrupção do aleitamento materno e avaliar praticas alimentares saudáveis e não saudáveis.Conclui-se que houve melhora significativa da situação do aleitamento materno no período analisado, persistindo diferenças entre as regiões e capitais analisadas. Porem, estamos distantes do cumprimento das metas propostas pela OMS e MS, de aleitamento materno exclusivo ate o sexto mês de vida e manutenção da amamentação ate o segundo ano de vida ou mais. Verificou-se também a necessidade de intervenções no sentido de promover hábitos saudáveis de alimentação no primeiro ano de vida.
Para saber mais sobre essa pesquisa e os dados encontrados acesse o documento na íntegra aqui!
CONSENSO BRASILEIRO DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL INDUZIDA POR OPIÓIDES
Author: Giseli Galati
Este é um tema importante, pois o uso de opióides é cada dia mais frequente em pacientes com dores refratárias aos analgésicos comuns e o efeito adverso da constipação intestinal é sempre um fator que impacta negativamente sobre a qualidade de vida. Este trabalho é o resultado de muitas reuniões de um extenso grupo de especialistas, que contou com ativa participação do Grupo de Cuidados Paliativos do Heliópolis, coordenado pela Viviane Moreira Lessa.
Acesse aqui!
PESQUISA REVELA QUE JOVENS PREFEREM RESTAURANTES FINOS E CASUAIS PARA O PRIMEIRO ENCONTRO
Author: Giseli Galati
Um estudo publicado na revista Appetite revelou que os restaurantes formais são os preferidos para os primeiros encontros de casais. Já os restaurantes tipo fast-food foram vistos como os menos apropriados em qualquer estágio de relacionamento.
Por meio de um questionário individual, os autores perguntaram para estudantes de uma universidade dos Estados Unidos sobre os lugares onde achavam apropriado levar seu parceiro para comer. Os estudantes deveriam responder sobre o grau de apropriação dos seguintes lugares: restaurantes finos, restaurantes casuais, restaurantes tipo fast-food, sua residência ou a residência do parceiro.Participaram do estudo 215 homens e 347 mulheres. A idade média dos estudantes era 18,6 ± 1 ano.
Com relação aos primeiros encontros, os restaurantes casuais foram vistos como os mais apropriados. Os restaurantes finos, os casuais e as refeições nas residências foram marcados em proporções similares como apropriados para as relações mais longas. Os restaurantes do tipo fast-food foram indicados como os menos apropriados em ambos os casos. “Esse tipo de restaurante carrega um estigma de ser baratos e nada saudáveis”, confirmam os autores.
“Os restaurantes casuais foram escolhidos como os mais apropriados para os primeiros encontros devido ao seu conforto e cardápio variado, o que permite que o casal se conheça melhor, além de aprender sobre as preferências alimentares do parceiro”, dizem os autores.
Em relação aos gêneros, os homens consideraram os restaurantes finos mais apropriados para um primeiro encontro do que as mulheres (p<0,001). Elas acreditaram que os restaurantes casuais se encaixavam melhor para o programa (p<0,001). Para os relacionamentos mais longos, os restaurantes finos e as residências foram mais marcados pelas mulheres como os locais mais apropriados para as refeições do que entre os homens (p<0,05). Entretanto, as mulheres também não se incomodam em comer em restaurantes tipo fast-food e casuais.
“Saber o roteiro e as preferências dos casais pode ajudar os profissionais que trabalham no ramo alimentício, oferecendo um cardápio variado e uma atmosfera casual e confortável à clientela”, sugerem os autores.
Referência: Amiraian D, Sobal J. Dating and eating. How university students select eating settings. Appetite. 2009;52(1):226-9.
Fonte: Nutritotal

