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21/03/2010

RAÇÃO HUMANA: MAIS UMA DIETA DA MODA

Author: Giseli Galati



A Ração Humana, é a mais nova dieta da moda que está se espalhando pelo Brasil!  Esse produto possui, pelo menos, 10 ingredientes, todos em pó e naturais.

Como toda dieta da moda os resultados na perda de peso podem ser eficazes a curto prazo, mas os resultados a longo prazo podem não ser nada animadores. Esse produto vem sendo utilizado como substituto de refeições o que, portanto leva a perda de peso, mas quem consegue tomar isso para sempre? Não seria melhor modificar as práticas e comportamentos alimentares através da realização de alimentações com todos os tipos de alimentos de forma balanceada?

No Globo Repórter alguns especialistas como o nutrólogo e professor Mauro Fisberg, pontuou que três colheres ao dia não fazem mal a ninguém, mas quem é diabético ou tem problemas cardíacos, cuidado: é melhor evitar açúcar mascavo, cacau e o guaraná em pó. “Uma pessoa que é normal e come normalmente todos os tipos de alimentos não precisaria de nenhum outro suplemento”, afirma.

A nutricionista Sônia Tucunduva Phillípi, da Universidade de São Paulo (USP) diz: “Não adianta colocar coisas que sejam muito diferentes, porque a pessoa não consegue manter estes alimentos que não são do seu hábito durante muito tempo”.



A Obesidade é atualmente um dos maiores problemas de saúde pública mundial, sendo considerada uma doença crônica que apresenta alta prevalência mundial e é fator de risco para diversas doenças crônicas como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, câncer, doenças cardiovasculares e outras.

Sendo assim a adoção de estilos de vida saudável como uma alimentação adequada, prática de atividade física e controle do peso são recomendações básicas para a prevenção e controle da obesidade. A mídia o tempo todo, em todos os meios de comunicação apresenta reportagens sobre nutrição e atividade física como forma de incentivar bons hábitos de vida.

No entanto é inacreditável que existem pessoas que enaltecem a obesidade, no site do UOL foi publicado que uma mulher norte americana busca o recorde de mulher mais obesa do mundo, e o pior ela pesa 272 Kg atualmente e quer chegar aos 450Kg e para isso terá que consumir 12000Kcal por dia, ela acha que não conseguirá pois tem que correr atrás de sua filha pequena. Realmente não sei se ela conseguirá, pois diversas complicações metabólicas e doenças podem surgir nessa prática……

É, mesmo com muita informação sobre a importância de uma boa alimentação, prática de atividade e controle do peso para a prevenção de diversas doenças os profissionais da saúde e a mídia ainda têm muito a fazer para conscientizar as pessoas e contribuir de forma efetiva na mudança de comportamento.

Porque ninguém tenta bater o recorde de ter a alimentação mais saudável ?!

Leia a matéria clicando aqui!




Este é um tema importante, pois o uso de opióides é cada dia mais frequente em pacientes com dores refratárias aos analgésicos comuns e o efeito adverso da constipação intestinal é sempre um fator que impacta negativamente sobre a qualidade de vida. Este trabalho é o resultado de muitas reuniões de um extenso grupo de especialistas, que contou com ativa participação do Grupo de Cuidados Paliativos do Heliópolis, coordenado pela Viviane Moreira Lessa.

 

Acesse aqui!

Consenso



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou uma cartilha informando a população sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, bem como sobre a questão dos produtos transgênicos que “colocam em risco a diversidade de variedades que existem na natureza”.

A cartilha foi ilustrada pelo Cartunista Ziraldo  e é possivel encontrá-la aqui!

Fonte: Nuppre



Conheça os principais problemas dos transgênicos, tecnologia que coloca em xeque a biodiversidade do planeta, provoca inúmeros problemas na agricultura mundial e afronta diretamente o Princípio da Precaução, da ONU.

 

1.     Contaminação genética

Agricultores que queiram se dedicar ao cultivo convencional ou orgânico já sabem: se tiver alguma plantação transgênica nas redondezas, a contaminação é garantida e a missão, impossível. Tem sido assim nos Estados Unidos, onde tudo começou, na Europa, Argentina e sul do Brasil. Com a contaminação, agricultores têm prejuízos ao perderem o direito de vender suas safras como convencionais e/ou orgânicas.

 

2.     Ameaça à biodiversidade

A contaminação genética pode ter também um efeito devastador na biodiversidade do planeta. Ao liberar organismos geneticamente modificados na natureza, colocamos em risco variedades nativas de sementes que vêm sendo cultivadas há milênios pela humanidade. Além disso, os transgênicos podem afetar diretamente seres vivos que habitam o entorno das plantações, conforme indicam estudos científicos - como no caso das borboletas monarcas, que são insetos não-alvo da planta transgênica inseticida, mas são também atingidas.

 

3.     Dependência dos agricultores

A empresa de biotecnologia Monsanto é hoje a maior produtora de sementes do mundo, convencionais e transgênicas. Além disso, é também uma das maiores fabricantes de herbicidas do planeta, com destaque para o Roundup, muito usado em plantações de soja geneticamente modificada no sul do Brasil. Com essa venda casada - semente transgênica mais o herbicida ao qual a planta é resistente -, os agricultores ficam presos num ciclo vicioso, totalmente dependentes de poucas empresas e das políticas de preços adotadas por elas. Outro grande problema verificado nos países que têm adotados os transgênicos - principalmente os Estados Unidos e Argentina -, é a draconiana propriedade intelectual exercida pelas empresas sobre as sementes transgênicas. O agricultor é proibido de guardar sementes de um ano para o outro, podendo sofrer pesados processos caso faça isso, e ainda corre o risco de ser processado de qualquer maneira caso a sua plantação sofra contaminação genética de uma outra transgênica - e ele não tiver como provar isso.

 

4.     Baixa produtividade

Os argumentos de quem defende os transgênicos como solução para a crise alimentar que vivemos vêm caindo por terra dia após dia. Os transgênicos já se mostraram pouco competitivos economicamente e recentes estudos promovidos por universidades americanas comprovaram que variedades transgênicas são até 15% menos produtivas do que as convencionais. Confrontadas com os resultados das pesquisas, empresas de biotecnologia admitiram que seus transgênicos não foram criados para serem mais produtivos, mas sim para serem resistentes aos agrotóxicos fabricados por essas mesmas empresas. Num primeiro momento, os transgênicos podem até ser mais produtivos do que os cultivos convencionais ou orgânicos/ecológicos, mas no médio e longo prazos, o que se tem verificado é uma redução na produção e um aumento significativo nos preços dos insumos como o glifosato, principal herbicida usado em plantações transgênicas.

 

5.     Desrespeito ao consumidor (rotulagem)

O Brasil tem uma lei de rotulagem em vigor desde 2004, que obriga os fabricantes de alimentos a rotular as embalagens de todo produto que usam 1% ou mais de matéria-prima transgênica. No entanto, apenas duas empresas de óleo de soja rotulam algumas de suas marcas do produto - e mesmo assim só depois de terem sido acionadas judicionalmente pelo Ministério Público. Há milhares de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros que chegam à mesa das pessoas sem a devida informação sobre o uso de substâncias geneticamente modificadas, numa afronta direta à lei e num claro desrespeito ao consumidor.O Greenpeace publica, desde 2002, o Guia do Consumidor com uma lista verde de produtos que não usam transgênicos em sua fabricação e outra lista, vermelha, com produtos que podem conter organismos geneticamente modificados em sua composição.

 

6.     Uso excessivo de herbicida

O caso da Argentina é emblemático: depois que os transgênicos começaram a serem plantados em suas terras, o consumo de herbicida explodiu no país, que passou a ser um dos que mais usam produtos químicos em plantações no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A explicação é simples: como os transgênicos são resistentes a um tipo específico de herbicida, o agricultor usa cada vez mais dele para proteger sua plantação de pragas. Com o tempo, no entanto, esse uso excessivo provoca problemas no solo, nos trabalhadores e promove o surgimento de pragas resistentes ao herbicida (arquivo em pdf para baixar), exigindo mais e mais aplicações.

 

7.     Ameaça à saúde humana

Não existem estudos científicos que comprovem a segurança dos transgênicos para a saúde humana. Apesar de exigidos por governos de todo o mundo, as empresas de biotecnologia nunca conseguiram apresentar relatórios nesse sentido - e ainda assim, seus produtos são aprovados. Por outro lado, alguns estudos independentes indicaram problemas sérios, como alterações de órgãos internos (rins e fígado) de cobaias alimentadas com milho transgênico MON863 da Monsanto.E ainda há o risco do uso excessivo do glusofinato, componente ativo da variedade transgênica Liberty Link, da Bayer, presente tanto no milho como no arroz geneticamente modificado produzido pela empresa. Problemas como esses levaram alguns países, como a Áustria, a proibírem a importação e comercialização desses produtos.

No Brasil, infelizmente, não existe o mesmo cuidado. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela aprovação de transgênicos no país, vem dando sinal verde para variedades que enfrentam grande resistência em outros países, como no caso do milho MON810, da Monsanto, proibido na Europa e liberado no Brasil.

Acesse aqui o GUIA DO CONSUMIDOR do Greenpeace para saber quais alimentos são transgênicos e quais não são!

Fonte : Greenpeace