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O Ministério da Saúde lançou a II Pesquisa sobre a Prevalência de Aleitamento Materno nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, com o objetivo verificar a situação atual da amamentação e da alimentação complementar no Brasil, analisar a evolução dos indicadores de aleitamento materno no período de 1999 a 2008, identificar grupos populacionais mais vulneráveis a interrupção do aleitamento materno e avaliar praticas alimentares saudáveis e não saudáveis.Conclui-se que houve melhora significativa da situação do aleitamento materno no período analisado, persistindo diferenças entre as regiões e capitais analisadas. Porem, estamos distantes do cumprimento das metas propostas pela OMS e MS, de aleitamento materno exclusivo ate o sexto mês de vida e manutenção da amamentação ate o segundo ano de vida ou mais. Verificou-se também a necessidade de intervenções no sentido de promover hábitos saudáveis de alimentação no primeiro ano de vida.
Para saber mais sobre essa pesquisa e os dados encontrados acesse o documento na íntegra aqui!
O Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da Criança: Nutrição Infantil: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar faz parte do trabalho que o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno e da Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição está atualmente desenvolvendo sobre as novas estratégias de abordagem do aleitamento materno e promoção da alimentação complementar saudável.
O material contempla dois eixos principais:
- Aleitamento Materno: importância do aleitamento materno, características e funções do leite materno, apoio dos serviços de saúde à amamentação, ajuda à dupla mãe/bebê no processo do desmame, dentre outros tópicos;
- Alimentação Complementar para Crianças Menores de Dois Anos: importância, problemas nutricionais mais prevalentes na infância, formação dos hábitos alimentares, alimentação complementar saudável, ações do serviço de saúde que podem fortalecer a alimentação complementar, alimentação para crianças não amamentadas e indicadores para avaliar as práticas alimentares nos dois primeiros anos de vida, dentre outros tópicos.
O CAB é um dos instrumentos que a CGPAN utilizará como material de apoio para a implementação da Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar. Essa Estratégia, elaborada em parceria com a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – IBFAN Brasil, tem como finalidade a formação de profissionais de saúde da atenção básica e da Equipe de Saúde da Família para impulsionar a orientação alimentar como atividade de rotina nos serviços de saúde, contemplando a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, com a introdução da alimentação complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras. No ano de 2009 e 2010 estão previstas 30 oficinas estaduais sobre a temática, em parceria com as Coordenações Estaduais de Alimentação e Nutrição.
Para acessar o Caderno de Atenção Básica nº 23 acesse o módulo Publicações no Portal da Atenção Básica ou clique aqui!
Data da Publicação : 03/07/2009
Fonte: REDENUTRI-Coordenação-Geral da Política de - Alimentação e Nutrição- DAB/SAS/MS
ALEITAMENTO MATERNO E PREVENÇÃO DO SOBREPESO E OBESIDADE NA INFÂNCIA
Author: Giseli Galati
Um estudo realizado no município de São Paulo mostra que o aleitamento materno, além de todos os seus benefícios já comprovados para a saúde da criança e, mostra que o aleitamento materno pode prevenir as crianças contra o sobrepeso e a obesidade!
Leia o artigo na íntegra que está publicado na Revista de Sáude Pública - SIMON, Viviane Gabriela Nascimento; SOUZA, José Maria Pacheco de e SOUZA, Sonia Buongermino de. Aleitamento materno, alimentação complementar, sobrepeso e obesidade em pré-escolares. Rev. Saúde Pública [online]. 2009, vol.43, n.1, pp. 60-69. ISSN 0034-8910.

O Ministério da Saúde divulgou, pela primeira vez, a prevalência nacional de anemia e deficiência de vitamina A entre crianças menores de cinco anos e mulheres de 15 a 49 anos, por meio da nova edição da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS 2006).
A pesquisa, encomendada ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), revelou que 20,9% das crianças e 29,4% das mulheres brasileiras têm anemia. A situação mais preocupante é a da região Nordeste, onde o percentual foi de 25,5% das crianças e de 40% das mulheres. A prevalência de anemia em crianças com menos de 24 meses e de áreas urbanas e em mulheres negras também se sobressaiu.
Em relação à vitamina A, os resultados indicaram que 17,4% das crianças e 12,3% das mulheres apresentam níveis inadequados desse micronutriente. Entre as crianças, os índices mais preocupantes são os do Sudeste (21,6%) e do Nordeste (19%). A maior idade materna (acima dos 35 anos) é outro aspecto apontado como relevante para a insuficiência de vitamina A.
Essas duas deficiências são as de maior ocorrência no mundo, gerando, por exemplo, a redução da imunidade a infecções, problemas de desenvolvimento nas crianças e, em casos mais graves, até retardo mental e cegueira.
AÇÕES DO MINISTÉRIO - Os resultados corroboram que a anemia e a insuficiência de vitamina A são problemas de saúde pública no Brasil e, por isso, exigem ações específicas do Ministério da Saúde. Em 2004, o governo tornou obrigatória a fortificação de farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico. Nas próximas semanas, o Ministério da Saúde deverá criar uma comissão para monitorar farinhas de trigo e de milho, com o propósito de aprimorar a fiscalização do processo de fortificação no país.
Além da fortificação, em 2005, foi criado o Programa Nacional de Suplementação de Ferro, com o objetivo de suplementar crianças de seis a 18 meses, gestantes a partir da 20ª semana e mulheres até o terceiro mês após o parto em todo país. A cada ano, são fornecidos 8 milhões de frascos de suplementos para as crianças e 250 milhões de comprimidos para mulheres grávidas.
Na Região Nordeste e no Norte de Minas Gerais, regiões consideradas endêmicas quanto à hipovitaminose A, também são fornecidas anualmente 8,5 milhões de cápsulas de vitamina A para crianças e mulheres no pós-parto imediato. Com base nos resultados da PNDS, a Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição deverá avaliar a possibilidade de ampliação da distribuição dessas cápsulas para toda a região sudeste.
Entre as ações do Ministério, ainda está a orientação à rede de saúde para a adoção de conduta nutricional baseada no aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e outras medidas fundamentais para a alimentação saudável da criança.
Data da Publicação : 28/04/2009
Data da Retirada : 28/05/2009
Fonte: http://nutricao.saude.gov.br/
Por quê os hábitos alimentares são importantes durante a gravidez?
A gravidez é um momento muito especial da vida que requer atenção especial. Todos os hábitos adotados pela futura mamãe refletem diretamente na vida do futuro bebê. Os hábitos alimentares estão entre os mais importantes, uma boa nutrição garante o crescimento e desenvolvimento do bebê e, ao mesmo tempo, propicia à mãe condições de saúde satisfatórias para o parto e a amamentação.
Como são avaliadas as condições nutricionais da gestante?
As condições nutricionais entre outros parâmetros, são avaliados pelo ganho de peso, o qual estima-se que durante a gestação deve variar em torno de 300 a 400g semanais.
Como deve ser a alimentação da gestante?
A gestante deve ter uma alimentação que contenha:
Proteínas – As células do bebê em desenvolvimento são construídas principalmente de proteínas. As mudanças do corpo da mãe e a placenta também necessitam de proteínas. As melhores fontes são: carnes (frango, peixe e carne bovina), ovos, leite e derivados.
Carboidratos – Combustível para o feto, os carboidratos são necessários para o sistema nervoso e cérebro do bebê. As melhores fontes são: pães, cereais, grãos, batata, milho, frutas etc. A dieta da gestante dificilmente contém pequenas quantidades de açúcares, por isso, recomenda-se não exagerar no consumo de alimentos ricos em carboidratos.
Gorduras – As gorduras também são utilizadas pelo organismo como fonte de energia, porém a gestante deve incluir na dieta em quantidades mínimas, e dar preferência as de origem vegetal: soja, milho, girassol etc., que são mais ricas em gorduras insaturadas.
Vitaminas - Elas são necessárias para a maioria das funções do corpo (produção de energia, manutenção da pele, formação de anticorpos etc.). Todas as vitaminas são importantes durante a gravidez e podem ser obtidas através de uma alimentação variada. As fontes são hortaliças, frutas, carnes, leites e derivados e grãos.
Minerais – Eles também possuem muitas funções (formação das células vermelhas, formação de ossos e dentes etc.). As fontes são hortaliças, frutas, carnes, leites e derivados e grãos.
Quais são os sintomas característicos que podem ocorrer durante a gestação?
Obstipação (intestino preso): Para evitar, deve-se consumir fibras (verduras, frutas e cereais integrais), aumentar a ingestão de líquidos, fazer as refeições em horários regulares e exercícios físicos. Não use laxantes sem prescrição médica, pois eles podem diminuir a absorção de vitaminas e minerais.
Náuseas e vômitos: São sintomas comuns no início da gravidez e ocorrem devido a mudanças hormonais. Procure fazer refeições pequenas e freqüentes; evitar alimentos gordurosos, muito condimentados e de odor forte; evitar misturar alimentos quentes e frios na mesma refeição; não tomar líquidos durante as refeições e antes de se levantar procure comer um biscoito salgado, torradas ou cereais. Caso esses sintomas persistam, deve-se recorrer ao médico.
Fonte: Nutrição em Pauta
Autores : Dra. Lígia dos Santos Nutricionista do Setor de Nutrição e Dietética do Hospital e Maternidade São Camilo
Dra. Sílvia Toscano Nutricionista , Chefe do Setor de Nutrição e Dietética do Hospital e Maternidade São Camilo

