Archive for Setembro, 2008


28/09/2008

ENTENDA UM POUCO SOBRE CÓLICA EM BEBÊS!

Author: Giseli Galati


cólica não é uma entidade simples, causada por apenas um fator etiológico, trata-se de uma síndrome. A causa mais comum não é orgânica, mas deve-se a características da faixa etária e do relacionamento pais/filhos.

 

Apesar das evidências de que a cólica possa estar associada a problemas psicológicos e sociais, é preciso ter cautela para não classificá-la como resposta à inadequação da família ou como distúrbio da personalidade da criança. Esse tipo de conduta pode até agravar a insegurança dos pais ao lidar com o bebê. Também não se pode esquecer que os cuidados maternos são muito complexos, não sendo possível analisá-los sem levar em conta os diversos componentes relacionados às crenças e padrões socioculturais.

 

Nas crianças sem doença orgânica, o aconselhamento dos pais parece ser bastante útil para reduzir o choro de bebês. Os pais devem ser informados sobre os padrões normais do choro de lactentes e tranqüilizados quanto à saúde de seus filhos e à boa evolução dos quadros de cólica3. Quanto ao uso de medicamentos e às sugestões para modificações na dieta da mãe e da criança, toda cautela é pouca, devendo-se considerar a evolução favorável dos sintomas, assim como os custos e riscos dessas medidas. Mesmo as condutas consideradas menos agressivas, como o uso de chupetas, substâncias adocicadas ou chás de ervas, podem causar problemas, pois contribuem para o desmame precoce.

 

A utilização de técnicas comportamentais, como aumentar o tempo de colo, colocar música suave no ambiente ou adotar técnicas de massagem, com o intuito de acalmar o bebê, são bastante recomendadas por médicos e leigos; entretanto, existem poucos estudos controlados sobre seu papel na redução da cólica do lactente. No mínimo, tanto a música como as técnicas de massagem podem contribuir para aproximar as mães e os bebês, em momentos de maior contato e prazer, podendo ser recomendadas, mesmo não tendo comprovação de efetividade.

 

Estima-se que as doenças orgânicas sejam responsáveis por pequena parcela dos casos de cólica; nos casos intensos e persistentes devem ser investigadas.

 

Os dados apresentados em estudos indicam que as orientações propostas para reduzir a cólica do lactente devem ser feitas precocemente, de preferência antes do nascimento da criança. Finalmente, vale lembrar que, na maioria das vezes, o tempo será o melhor remédio para a cura da cólica do lactente, um problema antigo, tão perturbador para a criança como para a família e o médico, que apesar de reconhecido há muitos anos, ainda persiste como um grande enigma.

 

Para saber mais sobre os fatores e terapêuticas recomendadas leia o artigo na íntegra: Choro excessivo e cólica em lactentes.

Autora: Lúcia Ferro Bricks - Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil Professora Doutora pela FMUSP. Médica Assistente do Instituto da Criança do HC-FMUSP


22/09/2008

O PAPEL DAS GORDURAS NO AUMENTO DO COLESTEROL

Author: Giseli Galati


Segundo Alessandra Macedo em seu artigo publicado na revista de hipertensão, 2008,considera-se a elevação das concentrações de LDL-C ou colesterol ruim uma das principais causas de doenças coronarianas; no entanto a dieta pode, de maneira independente, reduzir o risco cardiovascular. Os principais aspectos nutricionais relacionados ao controle das dislipidemias referem-se ao consumo excessivo de colesterol e ao tipo de gordura. As gorduras saturadas elevam as concentrações de LDL-C. O colesterol dos alimentos possui menor efeito sobre a colesterolemia quando comparado às gorduras saturadas. Os ácidos graxos trans são responsáveis por elevar as concentrações de colesterol e reduzir as de HDL-C (colesterol bom). As gorduras insaturadas exercem papel diferente no organismo em relação às saturadas. As poliinsaturadas (ácidos graxos ômega 6), são responsáveis por reduzir as concentrações de LDL-C e de HDL-C, e os ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, por reduzir as concentrações de triglicérides, estando associados a menor agregação plaquetária e redução da pressão arterial. As gorduras monoinsaturadas têm sido relacionadas por alguns autores com melhora no padrão lipídico por meio de possível aumento no HDL-C. Além dos aspectos abordados, o nutricionista pode utilizar outras opções terapêuticas para o tratamento das dislipidemias, como a inclusão de alimentos funcionais na sua orientação dietoterápica. Portanto, para a melhora do controle do perfil lipídico, é necessário a implementação de medidas não-farmacológicas, dentre as quais a dieta adequada ocupa papel fundamental.

 

Alimentos fontes de gordura saturadas que aumentam o colesterol ruim ou LDL-colesterol:  São normalmente encontrados na forma sólida (gordura) e em produtos de origem animal como leite integral, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordurosos (provolone, parmesão, mussarela), banha, bacon, sebo, toucinho, gordura das carnes, pele das aves e dos peixes. A exceção é feita para a gordura do coco, que é rica em ácidos graxos saturados, apesar de ser um alimento de origem vegetal.

 

Gorduras trans: As gorduras trans são um tipo especial de ácido graxo, formado a partir de ácidos graxos insaturados. Em outros termos, são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados como: como biscoitos, bolos confeitados, salgadinhos, frituras, molhos de salada, margarinas, entre outros alimentos processados. Com um maior controle sobre a alimentação humana, as autoridades em saúde determinaram que em rótulos venha determinada a quantidade de gordura trans contida por porção. A recomendação é que se consuma o mínimo possível, não existindo quantidade mínima recomenda por dia, qualquer quantidade por menor que seja, é prejudicial.

 

Gorduras poliinsaturadas: As mais “famosas” são Ômega 3 e 6,  encontradas em peixes de água fria (sardinha,atum,salmão, cavala, arenque), frutos do mar, e em óleo de canola. Todos estes são ricos em Ômega 3. Já os ricos em Ômega 6 são: óleos de girassol e soja e sementes oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas).

 

Para o controle das dislipidemias é necessário a redução no consumo de gorduras, associado ainda a outros padrões alimentares como redução no total de calorias e açúcares simples, aumentar o consumo de alimentos integrais, frutas e verduras e modificar o estilo de vida com a prática de atividade física. Buscar auxílio profissional é fundamental pois garantirá orientações adequadas e adaptadas ao perfil metabólico individual.

 

Fonte:

 

Alessandra Macedo. Aspectos nutricionais relacionados as dislipidemias. Revista de Hipertensão,v.11, p.32-35, 2008.

 



O ministério da saúde apresenta os dez passos para uma alimentação saudável para crianças menores de dois anos com o objetivo de auxiliar na prevenção de doenças relacionadas a má alimentação. Saiba um pouco mais sobre os passos a seguir:

 

PASSO 1 - Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimento.

O leite materno contém tudo o que a criança necessita até os 6 meses de idade, inclusive água, além de proteger contra infecções. A criança que recebe outros alimentos além do leite materno antes dos seis meses, principalmente através de mamadeira, incluindo água e chás, pode adoecer mais e ficar desnutrida.

 

PASSO 2 - A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

A partir dos seis meses, o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes do leite materno, que são chamados de alimentos complementares.Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os dois anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando acriança e protegendo-a contra doenças. Com a introdução da alimentação complementar, é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições.

 

PASSO 3 - A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos,

carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite

materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.

Se a criança está mamando no peito, três refeições por dia com alimentos adequados são suficientes para garantir uma boa nutrição e crescimento, no primeiro ano de vida. No segundo ano de vida, devem ser acrescentados mais dois lanches, além das três refeições. Se a criança não está mamando no peito, deve receber cinco refeições ao dia com alimentos complementares já a partir do sexto mês. Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer (nunca forçadas).

 

PASSO 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

Crianças amamentadas no peito em livre demanda desenvolvem muito cedo a capacidade de autocontrole sobre a ingestão de alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após o jejum (período sem oferta de alimentos). Esquemas rígidos de alimentação interferem nesse processo de auto controle pela criança. Este aprendizado precoce é fundamental na formação das diferenças nos estilos de controle de ingestão de alimentos nos primeiros anos de vida; O tamanho da refeição está relacionado positivamente com os intervalos entre as refeições (grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa). É importante que as mães desenvolvam a sensibilidade para distinguir o desconforto do bebê por fome de outros tipos de desconforto (sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas, dor, necessidade de carinho), para que elas não insistam em oferecer alimentos à criança quando esta não tem fome. Sugere-se, sem esquema rígido de horário, que, para as crianças em aleitamento materno, sejam oferecidas três refeições complementares, uma no período da manhã, uma no horário do almoço e outra no final da tarde ou no início da noite. Para as crianças já desmamadas, devem ser oferecidas três refeições mais dois lanches, assim distribuídos: no período da manhã (desjejum), meio da manhã (lanche), almoço, meio da tarde (segundo lanche), final da tarde ou início da noite (jantar).

 

PASSO 5 - A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de

colher; começar com consistência pastosa (papas /purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família.

No início da alimentação complementar, os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela, sob a forma de papas/purês de legumes/cereais/frutas. São os chamados alimentos de transição. A partir dos oito meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos. Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança. Deve-se evitar o uso da mamadeira, pois a mesma pode atrapalhar a amamentação e é importante fonte de contaminação e transmissão de doenças. Recomenda-se o uso de copos (copinhos) para oferecer água ou outros líquidos e dar os alimentossemi-sólidos e sólidos com prato e com a colher.

 

PASSO 6 - Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é

uma alimentação colorida.

Desde cedo a criança deve acostumar-se a comer alimentos variados. Só uma alimentação variada evita a monotonia da dieta e garante a quantidade de ferro e vitaminas que a criança necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequados. O ferro dos alimentos é melhor absorvido quando a criança recebe, na mesma refeição, carne e frutas ricas em vitamina C. A formação dos hábitos alimentares é muito importante e começa muito cedo. É comum a criança aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas e não nas primeiras. O que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e texturas e da própria evolução da maturação dos reflexos da criança. Os alimentos devem ser oferecidos separadamente, para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. Colocar as porções de cada alimento no prato, sem misturá-las.

 

PASSO 7 - Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

As crianças devem acostumar-se a comer frutas, verduras e legumes desde cedo, pois esses alimentos são importantes fontes de vitaminas, cálcio, ferro e fibras. Para temperar os alimentos, recomenda-se o uso de cebola, alho, óleo, pouco sal e ervas (salsinha, cebolinha, coentro).

 

PASSO 8 Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos

e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

Açúcar, sal e frituras devem ser consumidos com moderação, pois o seu excesso pode trazer problemas de saúde no futuro. O açúcar somente deve ser usado na alimentação da criança após um ano de idade. Esses alimentos não são bons para a nutrição da criança e competem com alimentos mais nutritivos. Deve-se evitar alimentos muito condimentados (pimenta, mostarda, “catchup”, temperos industrializados).

 

PASSO 9 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu

armazenamentoeconservaçãoadequados.

Para uma alimentação saudável, deve-se usar alimentos frescos, maduros e em bom estado de conservação.Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; nunca oferecerrestos de uma refeição.Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças, a pessoa responsável pelo preparo das refeições deve lavar bem as mãos e os alimentos que serão consumidos, assim como os utensílios onde serão preparados e servidos. Os alimentos devem ser guardados em local fresco e protegidos de insetos e outros animais. Restos de refeições que a criança recusou não devem ser oferecidos novamente.

 

PASSO 10 - Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua

alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

As crianças doentes, em geral, têm menos apetite. Por isso, devem ser estimuladas a se alimentar,

sem, no entanto, serem forçadas a comer. Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente, aconselha-se oferecer os alimentos de sua preferência, sob a forma que a criança melhor aceite, e aumentar a oferta de líquidos. Para a criança com pouco apetite, oferecer um volume menor de alimentos por refeição e aumentar a freqüência de oferta de refeições ao dia.Para que a criança doente alimente-se melhor, é importante sentar-se ao lado dela na hora da refeição e ser mais flexível com horários e regras. No período de convalescença, o apetite da criança encontra-se aumentado. Por isso, recomenda-se aumentar a oferta de alimentos nesse período, acrescentando pelo menos mais uma refeição nas 24 horas. Enquanto a criança come com sua própria colher, a pessoa responsável pela sua alimentação deve ir oferecendo-lhe alimentos com o uso de outra.

 

Fonte: Ministério da Saúde




No mês de setembro comemora-se o mês do idoso e não poderíamos deixar de falar sobre alguns aspectos que podem interferir no consumo alimentar desses e conseqüentemente afetar o estado nutricional e sua qualidade de vida. Os profissionais de saúde, cuidadores de idosos e familiares precisam conhecer os fatores e saber como lidar com situações de má- nutrição no idoso e que afetam o seu viver bem.

 

Segundo Campos, Monteiro e Ornelas (2000) O aumento de pessoas idosas é um processo irreversível e que não pode ser negligenciado pela Ciência da Nutrição. Nesse sentido, estudos sobre o consumo alimentar do idoso não devem se restringir à análise qualitativa e quantitativa. Na realização do planejamento dietético alimentar, é imprescindível a compreensão de todas as peculiaridades inerentes às mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, da análise dos fatores econômicos, psicossociais e de intercorrências farmacológicas associadas às múltiplas doenças que interferem no consumo alimentar e, sobretudo, na necessidade de nutrientes.  Atitudes simples, como servir as refeições em local agradável (limpo, arejado, de preferência de cor clara, com piso não - derrapante, com mobiliário adequado e com espaço livre para facilitar a circulação das pessoas), sentar o idoso confortavelmente à mesa em companhia de outras pessoas (familiares, amigos, dentre outras pessoas), disciplinar e fracionar o consumo de alimentos estabelecendo horários (oferecendo refeições menos volumosas mais vezes ao dia), oferecer a eles refeições atrativas (combinar, de acordo com as recomendações para a faixa etária, alimentos construtores, energéticos e reguladores, oferecendo refeições coloridas) e saborosas (usar temperos naturais como alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, salsa, orégano e outros, evitando, assim, o abuso do sal), e promover um contraste de cor entre os utensílios e o forro da mesa, melhoram o estado de ânimo do idoso, influenciando, positivamente, o seu apetite. Pode-se, também, colocar um fundo sonoro neste ambiente, desde que a opção seja por músicas suaves e que atendam à preferência da faixa etária, pois o idoso tende a degustar os alimentos com mais tranqüilidade. Tais condutas proporcionam ao idoso mais prazer com a alimentação. A adoção dessas condutas, associada ao domínio cognitivo dos fatores que afetam o consumo alimentar dos idosos, propiciará aos profissionais de saúde e as casas de amparo a Terceira Idade o investimento em intervenções que contribuirão, positivamente, para o consumo alimentar desse segmento populacional e, conseqüentemente, auxiliarão na melhoria do seu estado nutricional.

 

Os fatores que afetam o consumo alimentar das pessoas idosas são reconhecidos como de risco para o desenvolvimento da má nutrição. O artigo que está referenciando essa matéria busca fazer uma revisão abrangente sobre esses fatores,procurando também elucidar as condições de nutrição dos idosos brasileiros. A compreensão desses fatores pelos profissionais de saúde amplia o entendimento das condições peculiares que determinam o estado nutricional do idoso e que devem ser trabalhadas de forma interligada, para manutenção ou restauração da eutrofia.

 

Para saber mais sobre os fatores que afetam o consumo alimentar do idoso e sua nutrição acesse o artigo na íntegra: Fatores que afetam o consumo alimentar e a nutrição no idoso.


13/09/2008

SAIBA MAIS SOBRE OS ADOÇANTES!

Author: Giseli Galati

O aumento das vendas e da procura por adoçantes é decorrência do interesse das pessoas em melhorar sua saúde, sua aparência física e manter a boa forma corporal, uma vez que os adoçantes têm um poder dulcificante muitas vezes maior que o do açúcar, com a vantagem de ter uma quantidade de calorias muito menor, diminuindo portanto os impactos que uma dieta rica em açúcar pode ter sobre a qualidade de vida das pessoas. Por este motivo, o mercado de consumo tornou-se extremamente lucrativo e encontra-se em plena expansão.

A princípio, os adoçantes foram pesquisados e desenvolvidos para atender às necessidades de pessoas diabéticas, ou seja, portadoras de uma doença do metabolismo causada pela falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, fundamental para a queima do açúcar e sua transformação em outras substâncias, como gorduras, proteínas, etc. Essas pessoas devem receber orientação médica e nutricional a respeito de quais adoçantes são mais apropriados para seu consumo, uma vez que muitos deles contêm lactose ou sacarose como veículo de suas substâncias edulcorantes.

Vale a pena lembrar que a substância edulcorante constitui o princípio ativo do adoçante, ou seja, é o responsável por conferir o sabor doce aos adoçantes.

Existem edulcorantes artificiais (produzidos sinteticamente), tais como: aspartame, sacarina sódica, ciclamato de sódio, acessulfame K, sucralose; e edulcorantes naturais como: frutose, manitol, sorbitol, steviosídeo e xilitol.

Os adoçantes calóricos (aqueles encontrados nas frutas, no mel e álcoois de açúcar), tem poder dulcificante superior ao do açúcar comum e por isso devem ser utilizados em quantidades reduzidas. Os adoçantes não calóricos geralmente são artificiais ou resultantes de proteínas produzidas a partir de aminoácidos, sal de potássio sintético e de stévia. Fornecem doçura acentuada e não contem calorias.

Os adoçantes dietéticos, por sua vez são produtos considerados Alimentos para Fins Especiais, pela Portaria Nº 29, de 13 de janeiro de 1998, recomendados para dietas especiais, quer seja de emagrecimento ou de restrição de açúcar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, na Resolução RDC nº 271, de 22 de setembro de 2005, define como “Adoçante de Mesa” o produto formulado para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, constituído de edulcorante(s) previsto(s) em Regulamento Técnico específico.

É certo que todo adoçante, seja ele de mesa ou dietético, tem um limite de ingestão diária, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que deve ser respeitado devido a possíveis efeitos colaterais à saúde, tais como: dor de cabeça, mal estar, perda de humor e diarréia.

É fundamental que os consumidores desenvolvam o hábito da leitura do rótulo e busquem conhecimento sobre a data de validade, indicação quantitativa do conteúdo, valores calóricos e energéticos, informações nutricionais, tipo de edulcorante e ingredientes, bem como as contra-indicações para determinadas doenças.

Para conhecer as características dos adoçantes e dose de ingestão recomendada acesse: www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/adocantes.pdf

 

Conheça as indicações e contra indicações do uso de adoçantes:

Acessulfame K  -Contra indicado para pessoas com deficiências renais que necessitam limitar a ingestão de potássio (K) Permitido para diabéticos Não favorece a formação de cáries.

Aspartame-  Contra indicado para fenilcetonúricos (*) .Contra indicado para gestantes e lactentes.Permitido para diabéticos

Ciclamato - Contra indicado para hipertensos

Sacarina - Contra indicado para hipertensos

Stévia - É totalmente atóxico e seguro para o organismo

Frutose - Contra indicado para quem está com excesso de triglicerídeos.Causa cáries

Lactose - Contra indicado para pessoas com alergia a leite e seus derivados .Pode ter efeito laxativo

Manitol - Não favorece a formação de cáries.Consumido em excesso tem efeito laxativo

Sorbitol  - Sabe-se que doses acima de 70g/dia tem efeito diurético e laxativo
Não favorece a formação de cáries .Pode ser consumido por diabéticos

Xilitol -Não favorece a formação de cáries

Sucralose -Sabe-se que é atóxica à reprodução e ao crescimento infantil.Pode ser consumido por diabéticos.

Maltodextrina -Contra indicado para diabéticos por conter glicose, dextrose e diversos açúcares


Fonte: Inmetro

Para saber sobre a utilização de adoçantes na gravidez o artigo abaixo traz uma revisão sobre os mais utilizados no Brasil

TORLONI, Maria Regina, NAKAMURA, Mary Uschiyama, MEGALE, Alexandre et al. O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., May 2007, vol.29, no.5, p.267-275. ISSN 0100-7203.