Archive for Janeiro, 2010
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai estabelecer os limites máximos de micotoxinas em 16 categorias de alimentos. Para isso, colocou em Consulta Pública, nesta terça-feira (22), proposta de regulamento para o tema.
As micotoxinas são substâncias tóxicas produziadas por fungos e encontradas em alguns alimentos, principalmente grãos. “A ingestão dessas substâncias em grande quantidade pode causar sérios problemas para a saúde da população como: cirrose hepática, necrose aguda e até mesmo o câncer” explica Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa.
A contaminação de alimentos por micotoxinas está ligada, principalmente, ao manejo incorreto das plantações e as condições de umidade e temperatura de armazenagem do alimento. “Uma secagem rápida e adequada do produto é a melhor forma de prevenção”, diz a diretora da Anvisa.
Dentre os alimentos que deverão seguir a nova regulamentação estão o café, o milho, o trigo e até mesmo o chocolate. “Os limites máximos de micotoxinas em alimentos, propostos pela Agência, são fundamentados em estudos toxicológicos internacionais que nos dão essa margem de segurança”, afirma Maria Cecília.
A proposta da Anvisa também estabelece procedimentos de amostragem que os órgãos de vigilância sanitária devem seguir na coleta fiscal de alimentos para verificação da existência de micotoxinas e os métodos de analise que os laboratórios devem seguir. As toxinas englobadas pela regulamentação são: aflatoxinas, ocratoxina A, desoxinivalenol (DON), fumonisinas (B1 + B2) e patulina.
Contribuições Os interessados em participar da Consulta Pública 100/2009 terão 90 dias para se manifestar. As contribuições deverão ser encaminhadas por escrito para um dos seguintes endereços: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência-Geral de Alimentos, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050; ou para o Fax: (61) 3462-5315; ou para o e-mail: gicra@anvisa.gov.br.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa
Vitaminas e Minerais são componentes vitais para uma boa saúde e nutrição humana, auxiliando o desenvolvimento físico e intelectual de diferentes maneiras importantes. As vitaminas e minerais são conhecidas também como micronutrientes, e um número delas são particularmente importantes pois no mundo existe um grande número de pessoas com deficiências, sendo elas: vitamina A, iodo, ferro, zinco e folato.
Ao redor do mundo bilhões de pessoas vivem com deficiências dessas vitaminas e minerais. Aproximadamente um terço das crianças dos países em desenvolvimento antes dos cinco anos de idade apresentam deficiências de viatamina –A e portanto com risco reduzido de sobrevivência . A anemia por deficiência de ferro durante a gravidez está associada com 115.000 mortes por ano, responsável por um quinto do total de mortes maternas.
As causas de deficiências de vitaminas e minerais são múltiplas e interconectadas. No nível mais básico o problema está relacionado à dieta. Em todo o mundo , pessoas de baixa renda não consomem quantidades suficientes de alimentos ricos em nutrientes como : carnes, leite, peixe, legumes, frutas e vegetais. O problema é agravado pela falta de cuidados de saúde e saneamento, doenças e falta de educação infantil e puericultura.
Dietas de qualidade e variadas poderiam resolver a maior parte de deficiências de vitaminas e minerais. No entanto a melhoria de dietas dos países pobres é complexa e altamente dependente de aumento de rendimentos, acesso a alimentos, melhores serviços de saúde e nutrição e modificações nas práticas de alimentação infantil. Estratégias bem integradas a nível nacional e a longo prazo que podem ser eficazes são : redução da desnutrição, melhoria dos serviços de saúde, melhoria da educação e produtividade econômica. A curto prazo muitas vidas podem ser salvas através de intervenções custo efetivas como suplementação e fortificação de alimentos.
No Brasil as carências de micronutrientes que mais afetam a população são: deficiência de Vit A, ferro e iodo. Por isso o Ministério da Saúde desenvolveu programas de combates a essas carências através do desenvolvimento de Programas Nacionais de Suplementação e Fortificação de alimentos.
Para saber mais sobre esses programas acesse o site do Ministério da Saúde e leia o Guia da Organização Mundial da Saúde sobre a Suplementação e Fortificação de Alimentos.

